Equipes já recolheram 47 animais
Curitiba - As quatro equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Ecoplan que trabalham no resgate de animais contaminados pelo óleo contabilizaram, ontem, o recolhimento de 47 exemplares. Apenas oito deles sete aves e uma tartaruga , foram resgatados com vida e são tratados em um barracão do Ibama, próximo à Capitania dos Portos do Paraná. Entre os animais mortos, um peixe de porte médio: um miraguaia de 10 quilos recolhido na Ilha do Mel, outro ponto bastante atingido pelo óleo.
Os contêineres da Petrobras que servem como centros de recuperação e haviam sido instalados junto ao píer da Cattalini foram transferidos para o novo local por causa da necessidade de espaço coberto, explicou o médico veterinário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rodolfo Pinho da Silva. As sete aves recolhidas cinco biguás e dos atobás passaram por um processo de aquecimento e hidratação com soro.
Silva explicou que, com as penas contaminadas pelo óleo, as aves perdem a condição de regular a temperatura do corpo e, com isso, apresentam hipotermia. Também deixam de se alimentar e é do peixe que retiram a maior parte da água que consomem e, por isso, ficam desidratadas.
Ontem, as aves foram pesadas e foram colhidas amostras de sangue. Os técnicos querem saber se elas já estão recuperadas o suficiente para serem limpas. Um sinal da recuperação, segundo Silva, foi que algumas delas já estavam comendo sem intervenção dos veterinários e biólogos voluntários que trabalham no local.
O Ibama pede a comunidade de Paranaguá a doação de toalhas, panos e jornais velhos, que são usados no aquecimento e limpeza dos animais. As doações podem ser entregues na sede do Ibama, no centro de Paranguá.
O secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, disse que o vazamento está sob controle e a montandade de animais é ''mínima''. (A.L.)





