Equipes estrangeiras resgatam duas crianças na Turquia
Istambul, 20 (AE-AP) - Correndo contra o tempo para encontrar sobreviventes sob os escombros de uma Turquia devastada pelo terremoto de terça-feira, as equipes de resgate conseguiram retirar duas crianças, com vida, debaixo de toneladas de concreto nesta sexta-feira (20). O governo admite que a falta de água e o forte calor diminuem as chances dos cerca de 35 mil soterrados sob os escombros. De acordo com dados oficiais, o total de mortos já é de 10.059 e o número de feridos chega a 45 mil. "A magnitude da tragédia está além de qualquer imaginação. Estamos falando de dezenas de centenas de edifícios que ruíram", disse o porta-voz do governo, Sukru Sina Gurel. De acordo com os médicos, pessoas soterradas em tais condições, normalmente, morrem de desidratação após 72 horas. Esse limite foi ultrapassado nesta manhã (20) pelas vítimas do terremoto na Turquia. No entanto, milagres ainda estão acontecendo. Especialistas húngaros e cães farejadores indicaram, com precisão, o local onde uma menina se encontrava soterrada, depois que trabalhadores de uma equipe de emergência escutaram sua voz sob os escombros de uma casa na cidade de Izmit. Depois de cinco horas de escavação, a menina foi retirada com vida, mas muito fraca e mal conseguindo se mover, para a alegria da multidão que acompanhava o resgate. Ela foi levada por uma ambulância para um campo médico montado na região. Em Golcuk, a poucos quilômetros distância de Izmit, uma equipe de resgate russa conseguiu salvar uma garota de 16 anos. Os médicos estão vacinando os membros das equipes de regate contra o tifo. Eles também fazem alertas contra os perigos à saúde para os desabrigados do terremoto, reunidos em parques e ao longo das estradas, sob um calor sufocente, sem água encanada ou sanitários. Tais condições aumentam os riscos de um surto de cólera e outras doenças infecciosas. "Não temos como enfrentar essa situação. À noite, já tivemos casos de vômito e diarréia, especialmente entre as crianças e os mais velhos", disse o médico Oguz Titiz.





