Carlos AlmeidaCerca de dois mil animais deverão ser retirados da área e levados para matas da região. A equipe tem orientação de consultores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Equipe salva animais do alagamento
Uma equipe especializada trabalha diariamente na captura de animais na área de alagamento. Até o final da formação do lago, cerca de dois mil animais deverão ser retirados da área, dentre eles o macaco bugio, que está ameaçado de extinção. ‘‘Todos os animais passam por uma biometria completa, são cadastrados e depois continuam sendo monitorados pelo menos por três anos’’, explicou o biólogo da Cesp, Marco Antônio Teixeira da Silva.
Segundo ele, por intermédio do cadastramento a equipe sabe de onde retiraram e para onde foi levado cada animal. Até hoje 680 animais já estão registrados. Das espécies de macacos, foram registrados 84 bugios e 40 pregos. Todos foram remanejados para matas da região. As cobras peçonhentas foram levadas para o Instituto Butantã, de São Paulo, e as não-peçonhentas, como cobra verde e a dormideira, também estão nas matas regionais.
A Cesp conta ainda com um projeto especial para cuidado da lontra e quelônio. ‘‘Os encarregados deste projeto são consultores especializados da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Estas espécies não são capturadas, mas acompanhadas por fotos e filmagens sobre como estão vivendo’’, explicou o biólogo. (L.T.)

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