Equipe econômica apresenta Plano Plurianual a FHC
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quarta-feira, 23 de junho de 1999
Por Nelson Breve 
Brasília, 24 (AE)- O presidente Fernando Henrique Cardoso visitará hoje o Ministério do Orçamento e Gestão para conhecer a proposta elaborada pela equipe econômica para o Plano Plurianual de Desenvolvimento para os próximos quatro anos (PPA 2000). A quebra no protocolo (tradicionalmente, os ministros apresentam suas propostas ao presidente no Palácio do Planalto) ocorre justamente no momento em que o governo tenta desviar os holofotes da mídia das crises políticas para a chamada "agenda positiva".
Por isso, criou-se a expectativa de que o presidente aproveite a ida ao Ministério do Orçamento para fazer um pronunciamento enaltecendo o PPA 2000, que prevê a eliminação de "gargalos" que dificultam a retomada do crescimento econômico. Com o gesto, o presidente conclama seus aliados a deixarem de lado as divergências pontuais em nome de um projeto maior: o desenvolvimento sustentável do País.
LDO - Enquanto o presidente cuida da parte simbólica, os deputados Ronaldo Cezar Coelho (PSDB-RJ) e Alberto Goldman (PSDB-SP) se reúnem com a assessoria parlamentar da Presidência da República para identificar os "gargalos" que dificultam a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O governo não concorda com vários pontos do substitutivo do senador Luiz Estevão (PMDB-DF) aprovado na semana passada na Comissão Mista de Planos e Orçamento.
As principais restrições estão nas vinculações de receitas. Entre outras coisas, a proposta aprovada prevê a destinação de verbas para o pagamento de gratificação aos policiais civis do Distrito Federal e para a criação da Universidade Federal de Tocantins. Os líderes governistas estão recomendando que não se tente mexer muito no texto aprovado na Comissão, para evitar novos atritos entre os parlamentares da base de sustentação do go verno. A solução seria o veto do presidente aos pontos inconvenientes. A votação da LDO está prevista para a próxima terça-feira. Até lá, a ordem na base governista é "não fazer marola". Por isso, a reunião do presidente com os líderes aliados foi descartada no momento.


