Brasília, 23 (AE) - Uma equipe de técnicos da área de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU) vai acompanhar e fiscalizar a execução dos contratos da Polícia Federal (PF) para instalação dos projetos Pró-Amazônia e Promotec. A PF contratou, sem licitação pública, a estatal Socidade Francesa de Exportação de Materiais, Sistemas e Serviços (Sofremi) e a Fundação Aplicações de Tecnologias Críticas (Atech) para fornecimento e instalação de equipamentos dos dois projetos. O TCU decidiu não cancelar a assinatura dos contratos da PF com as duas organizações, mas determinou que todas as compras de materiais e contratações de serviços sejam acompanhadas pelos técnicos da 3ª Secretaria de Controle Externo (Secex).
O TCU determinou também que seja dada preferência à compra de equipamentos de fabricação nacional. O Pró-Amazônia, que será executado pela francesa Sofremi, é um projeto de instalação de novas unidades e bases operacionais na Amazônia, com o bojetivo de prevenir e reprimir os crimes, especialmente o narcotráfico e o contrabando de armas e madeiras. Sozinho, o Pró-Amazônia tem o custo estimado em US$ 395 milhões. Além do fornecimento de equipamentos, a própria Sofremi ficará responsável pela obtenção dos financiamentos internacionais para a concretização do projeto.
O Promotec é um projeto de ampliação e modernização das unidades operacionais e do segmento técnico-científico da PF, que será executado pela Atech e irá custar R$ 19 milhões. A Atech irá gerenciar a instalação dos materiais adquiridos. A Atech também auxiliará na integração destes projetos com o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam).
O TCU decidiu ainda que a PF faça modificações no contrato firmado com a Atech para impedir a subcontratação de serviços e deixar mais claras as tarefas previstas.

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