Equipe de Silvano Raia apresenta técnica usada com pessoas que sofrem de PAF
São Paulo, 08 (AE) - A equipe do cirurgião paulista Silvano Raia apresentará durante o Congresso de Hepatologia, no Rio, o balanço positivo de uma experiência de transplantes de fígado, na qual se reaproveitam órgãos de pessoas que sofrem de paraamiloidose familiar (PAF). No Brasil, 6 das 13 pessoas submetidas ao novo procedimento estão vivas. É um índice de sobrevivência alto, considerando-se que a cirurgia só é praticada em pacientes graves que nem são aceitos nas filas de espera para transplante.
A PAF, doença hereditária, faz com que o fígado produza uma proteína alterada (transtirretina) que se acumula sobre os tecidos nervosos do organismo, ocasionando a degeneração dos nervos. Apesar de grave, a doença demora cerca de 25 anos para manifestar seus sintomas. Normalmente, os doentes com PAF são submetidos a transplante. Pela técnica, idealizada no Hospital das Clínicas de São Paulo, o fígado retirado deles é transplantado nos pacientes desenganados - que dessa maneira ganham uma sobrevida. (S.B.M.)





