O repórter-fotográfico Marcos Zanutto e eu fazíamos uma entrevista para a sessão ‘‘Teste do Leitor’’, do caderno Carro & Cia., em frente ao Bosque Central, quando fomos abordadados por um desses jovens andarilhos viciados em drogas, que tomam conta do Centro de Londrina. Wesllei Roberto dos Santos é o nome dele. Tem 25 anos. Queria dinheiro. Visivelmente drogado, gritava, falava que não era ‘‘vagabundo’’. Chegou a mostrar uma carteira de trabalho. Mas não conseguiu comover nem o entrevistado nem a equipe de reportagem. Procurou vingança. Primeiro ofendeu, depois, covardemente pelas costas, acertou um chute no rosto de Zanutto, que fotografava o entrevistado. Não satisfeito, partiu para cima do senhor que pacientemente concedia entrevista. Um golpe dado por Zanutto impediu a ação. Wesllei me atingiu com um chute antes de ser imobilizado no chão. A polícia foi acionada, chegou ao local e o prendeu.
  O saldo da agressão gratuita foi um óculos quebrado, uma máquina fotográfica danificada, alguns arranhões e a comprovação de que a segurança faz parte dos discursos elaborados por marqueteiros em época de campanha política.
  O mesmo morador de rua já havia agredido, minutos antes, outra pessoa que também se recusou a dar dinheiro. No dia anterior, outra equipe da FOLHA que fazia reportagem também foi ameaçada no mesmo local por um grupo de viciados em drogas que ocupa o Bosque. No começo da semana, a FOLHA flagrou o comércio de drogas no Memorial do Pioneiro, em frente a Concha Acústica, à luz do dia. Fatos que já se tornaram rotina no Centro de Londrina. São mocós por todos os lados.
  Os aposentados que passavam as tardes no bosque jogando cartas e conversa fora, foram retirados de lá. Pessoas que se apossaram do local para usar e comercializar drogas, praticar assaltos e outras atividades continuam por lá, sem serem incomodadas.
  O agressor foi levado à delegacia. No começo da noite já estava solto.

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