FORTALEZA - Os quatro oxímetros doados pelo governo do Estado, para o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), na última sexta-feira, para reduzir o índice de mortalidade de bebês, ‘‘estão dando o serviço’’, comentou ontem uma das enfermeiras que estava de plantão na UTI do Centro de Neonatologia do HGF, ao afirmar que ‘‘embora sendo uma medida paliativa, esses equipamentos começaram a funcionar desde o momento que chegaram. E já salvaram vidas’’. Para a dra. Auciléia Carvalho, uma das duas médicas responsáveis pelo plantão de ontem do Centro de Neonatologia do HGF, ‘‘estamos extrapolando nossa capacidade de atendimento tanto na UTI, como na unidade de médio risco e na ‘‘engorda’’. Na UTI, com capacidade para quatro bebês, estamos acomodando seis. Na unidade de médio risco, projetada para quatro leitos, sete bebês estão recebendo tratamento e, na ‘‘engorda’’, onde são colocados os prematuros que já não precisam receber antibióticos e assistência respiratória, mas que não têm condições de ir para casa, todos os 10 leitos estão ocupados, com ‘‘uma fila de espera’’ aguardando vaga, informou a médica.
Durante toda a manhã de ontem, os médicos, enfermeiras e pessoal de apoio do Centro de Neonatologia do HGF acompanharam com muita atenção a evolução do trabalho de parto de quatro pacientes que estavam acomodadas em macas, num corredor. Duas foram levadas por volta do meio-dia para a sala de parto, onde teriam bebês prematuros, entre 30 e 34 semanas, com ‘‘altíssimo risco de vida’’. Todos os procedimentos médicos foram direcionados para que os dois prematuros recebessem imediatamente uma assistência respiratória. Depois de realizados os partos, os dois bebês - um menino e uma menina - foram transferidos para a UTI, onde receberam assistência respiratória. Isso só foi possível, porque os médicos constataram que dois outros bebês, que estavam na UTI, tinham sido transferidos para a unidade de ‘‘engorda’’.

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