Londrina – Uma das preocupações dos visitantes que vão até a unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) é se a exposição às ondas eletromagnéticas emitidas pelo scanner corporal causa danos à saúde. "O equipamento ajudou bem, mas a gente fica preocupado porque ouve dizer que faz mal à saúde, que mulher grávida não pode passar por ele, nem criança", declarou Jéssica Beraldo, de 23 anos, que visita o marido na PEL 2.
A direção da unidade explicou que, para dar tranquilidade aos visitantes e também aos servidores, fez uma consulta à Comissão Nacional de Energia Nuclear, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, a respeito de possíveis restrições ao uso do equipamento. "Apesar da máquina ser regularizada fizemos questão de fazer este pedido. Não há nenhum problema em ser utilizado por grávidas e crianças. A única restrição é em relação à quantidade de exposição", frisou Edmir Cardoso da Silva, vice-diretor da PEL 2.
A recomendação da Comissão é que uma mesma pessoa não deve passar mais de 105 vezes pelo equipamento durante um ano, que é metade do limite aceitável estabelecido para exposição a radiação anual. Não há necessidade também de ter equipamentos para medir a quantidade da radiação emitida. "Se uma pessoa fizer uma visita por semana durante o ano todo, que não é tão comum, ela passaria pelo scanner 52 vezes", enumerou Silva. Como os funcionários trabalham em sistema de revezamento por escala, eles também não seriam expostos de forma excessiva.(L.F.C.)

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