Equilíbrio financeiro e segurança são justificativas
A Viapar alega que o equilíbrio econômico financeiro do contrato de concessão e a segurança dos usuários são as principais justificativas para a proibição de uso da GI-005 por veículos de fora de Floresta.
''Todo usuário que não paga tarifa prejudica o bom pagador. Quem foge do pedágio acha que está prejudicando a concessionária, mas na verdade quem acaba pagando por isso são os outros usuários. Há um fluxo programado, e se ele é frustrado, em última instância isso é repassado para a tarifa. A utilização desses caminhos também prejudica o município, que recolhe menos Imposto sobre Serviço (ISS). Além disso, o uso de uma estrada rural como rodovia de alto tráfego representa um risco à segurança dos usuários e de quem mora na região'', diz Bernardo Strobel Guimarães, advogado da concessionária no processo.
A Prefeitura de Floresta reforça que a liberação total do tráfego na GI-005 colocaria em risco a segurança dos moradores e também tumultuaria o plano viário do município. Também aponta que a restrição não impede o livre acesso à região mencionada, já que existem outros caminhos à disposição.
O Fórum Popular Contra o Pedágio, movimento que recolhe assinaturas para encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei que regulamentaria nacionalmente o pedágio nas estradas, critica as restrições a rotas alternativas. ''Isso é uma barbaridade. Não pode ter uma rota de fuga, que logo ela é fechada. Mas queremos resolver essa questão 'no atacado'. Queremos uma consciência nacional sobre o pedágio. Agora, com novas administrações nos Estados e no Governo Federal, é o momento de intensificar nossas ações. Sem os comprometimentos do passado, esperamos dos governantes pelo menos neutralidade'', diz Acir Mezzadri, presidente do fórum.
Em Jataizinho
Há duas semanas, uma proprietária rural de Jataizinho (Região Metropolitana de Londrina) abriu um desvio ao lado da praça de pedágio na BR-369. A ação foi um protesto contra a concessionária Econorte. Segundo Celso Luiz Tenório Araújo, advogado da ruralista, a empresa estaria utilizando parte das terras dela como estacionamento há mais de um ano sem pagar nenhuma compensação. O tema deve ser discutido em uma reunião nesta semana. A Econorte informa que só vai se pronunciar sobre o assunto após o encontro. (F.G.)





