Quito, 12 (AE-REUTERS) - Acossado por uma greve geral e pelo caos econômico, o governo equatoriano lançou ontem (11) um duro pacote de ajuste, que inclui um aumento de até 165,5% nos preços da gasolina. Em um pronunciamento na televisão, o presidente Jamil Mahuad disse que limitará os saques bancários para proteger o sistema financeiro de uma feroz corrida cambial e bancária. Mahuad, que enfrenta uma grande queda de popularidade e um severo deterioramento das contas fiscais, assegurou que proporá ao Congresso um aumento do Imposto de Valor Agregado de 10% para 15%. Assim mesmo, introduzirá uma lei que lhe outorgue mais poderes para adiantar as privatizações e combater a evasão fiscal. O presidente disse que com a confiança que o pacote de ajuste despertará, será possível o Equador obter a curto prazo ajuda de organismos multilaterais de crédito de cerca de US$ 530 milhões e firmar nas próximas semanas um acordo com o Fundo Monetário Internacional.

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