Equador espera crescimento de 3% no ano 2000
Quito, 30 (AE-DOW JONES) - O governo do Equador prevê um crescimento econômico de 3% para o ano 2000, após um período de retração do Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de 6% a 7% este ano. A inflação deverá cair de 60% este ano para 25% no ano que vem, enquanto as reservas do país ficarão em US$ 1,7 bilhão, com o dólar cotado a 14,700 sucres, informou hoje a ministra das Finanças, Ana Lucía Armijos.
A ministra, que deverá deixar o cargo amanhã e será temporariamente substituída pelo ministro da Economia, Guillermo Lasso, disse que o saldo em conta corrente do país em 1998 foi "extremamente negativo" (-11%). Mas este ano deverá ficar positivo em 2,6%, mantendo esse nível também no ano 2000. Isso porque, segundo ela, já está havendo um crescimento paulatino das exportações e houve uma forte queda nas importações este ano.
"O preço do barril de petróleo, calculado em US$ 12,6 no orçamento de 1999, terá uma cotação média de US$ 14,7 na proposta orçamentária do ano 2000", disse. As taxas de juros, hoje em torno de 50% a 60%, segundo a ministra, devem cair para algo em torno de 40%, enquanto o déficit fiscal deve passar de 4% este ano para 2,5% no próximo exercício.
Para alcançar essas metas, porém, o Equador deverá melhorar a qualidade dos gastos públicos, manter uma política consistente de racionalização tributária e apoiar o endividamento público no programa de reestruturação da dívida externa.
As metas detalhadas na carta de intenções foram negociadas com os técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a obtenção de um empréstimo de curto prazo no valor de US$ 400 milhões.
Hoje, o ministro da Economia disse esperar que os desembolsos do crédito do FMI tenham início em setembro. Lasso garantiu que o plano de reestruturação da dívida pública equatoriana em Bradys não afetará os eurobônus emitidos há anos pelo país, no valor de US$ 500 milhões.
Fontes do Fundo Monetário em Washington, porém, informaram hoje que a liberação dos recursos para o Equador vai depender da capacidade o governo do presidente Jamil Mahuad reestruturar, com êxito, a dívida em Bradys.
"O que estamos querendo é que o Equador faça um esforço construtivo de chegar a um acordo com os credores", disse o vice-diretor-gerente, Stanley Fischer. Mas ele enfatizou que o caso do Equador não deve ser visto como um precedente para outros países emergentes, que devem pagar milhões de dólares em juros nos bônus Brady.





