Quito, 22 (AE-AP-DOW JONES) - A decisão do governo do Equador de adiar o pagamento dos juros de seus eurobônus, previsto para o próximo dia 25, foi resultado da pressão exercida pelos credores portadores de bônus Bradies que foram atingidos pela moratória parcial da dívida desse país, segundo informaram fontes ouvidas pela Dow Jones.
No final de setembro, o Equador informou que queria reestruturar cerca de US$ 6 bilhões em Bradies pendentes, mas que continuaria cumprindo com o pagamento de seus dois eurobônus. Quando decretou a moratória parcial de sua dívida externa, o Equador deixou de pagar US$ 44,5 milhões em juro de um de seus bônus Brady, cumprindo com o pagamento do outro bônus. Essa decisão enfureceu os credores que passaram a exigir tratamento igual a todos os investidores, incluindo os portadores de eurobônus equatorianos.
Na semana passada, um grupo de portadores de bônus Brady alertou o governo equatoriano de que as negociações para reestruturação da dívida externa do país seriam afetadas de forma negativa se o Equador seguisse com o plano de cumprir com os vencimentos de seus eurobônus. Assim, o cumprimento do pagamento de US$ 27 milhões em juro de eurobônus no dia 25 de outubro, provavelmente, teria um impacto negativo na reunião marcada para a próxima quarta-feira, em Nova York, entre representantes do governo do Equador e um seleto grupo de credores.

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