Epidemia no Rio deve superar a de 1991
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2002
Lucia Martins Agência Estado 
Rio - A epidemia de dengue deste ano no Rio de Janeiro já tem números próximos da maior do Brasil. Até hoje o RJ registrava 51.963 casos da doença, uma diferença de menos de 3 mil casos do total contabilizado nos dois primeiros meses de 1991 (54.672). A doença já matou 22 pessoas em 2002; foram 24 em todo o ano de 1991.
O número de vítimas da forma mais perigosa da doença também subiu. Já foram registrados 760 casos de dengue hemorrágica. A cidade do Rio sozinha teve 332. Ela também tem a maioria dos casos, 20.572. Dos 22 mortos, 18 moravam na capital fluminenses.
Mas o secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino, afirmou ontem que, apesar de os números de fevereiro deste ano estarem alcançando os níveis de 1991, parece haver uma tendência de queda em relação a janeiro deste ano de 2002.
Óbitos - A secretaria anunciou que pretende criar uma comissão específica de avaliação de óbitos formada por especialistas. Esta comissão ficaria encarregada de estudar as características da atual epidemia e saber se realmente o vírus do tipo 3, responsável pela epidemia, é mais virulento do que os tipos 1 e 2.
Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, já há indícios de que o tipo 3 que entrou no Brasil em dezembro de 2000 cause uma infecção mais forte do que os outros dois tipos do vírus da dengue. Em 1991, foi a entrada do tipo 2 que causou a grande epidemia. O tipo 1 também provocou uma explosão de casos em 1987, a pior desde a década de 70.


