Enxurrada ameaça cemitério em Londrina
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terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Cimento, tijolos e barras de ferro não foram suficientes para deter a fúria da água que arrastou cerca de 40 metros do muro dos fundos do Cemitério Jardim da Saudade (Zona Norte de Londrina) há pouco mais de duas semanas. Como a chuva continuou caindo sobre a região desde então, agora são os corpos enterrados lá que correm o risco de serem levados enxurrada abaixo. Não bastasse isso, a queda da parede de proteção facilitou o furto de peças de bronze.
A parte do muro que caiu com a tempestade do dia 6 de janeiro fica na avenida das Torres. Funcionários da prefeitura fizeram a retirada do entulho mas a obra de conserto ainda não foi realizada. Com a continuidade das chuvas, a terra de muitas covas rasas está sendo levada embora. Quando vem o sol, a terra seca e fica mais compacta, provocando grandes rachaduras. A impressão é que se o tempo não mudar e se não houver a recuperação, as ossadas correm o risco de ficarem expostas ao tempo ou serem levadas pela enxurrada.
Como o cemitério é extenso e o trecho onde não existe proteção é praticamente desabitado, os coveiros já perceberam um aumento nos registros de invasões para furto de vasos e peças de bronze. ''Aqui tem invasão praticamente todos os dias. Até de dia, eles entram e não dá para fazer nada porque a gente não sabe como eles vão reagir'', apontou um funcionário do cemitério.
A FOLHA tentou contatar a superintendência da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) mas nenhum responsável foi encontrado.


