Enxaqueca atinge 16% da população mundial
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quinta-feira, 22 de maio de 2008
Agência Graffo 
São Paulo - Difícil encontrar alguém que nunca sofreu uma crise de dor de cabeça. Dados mundiais mostram que de 90% a 95% da população já teve algum tipo de cefaléia (dor de cabeça como é mais conhecida) pelo menos por uma vez e, em cerca de 60% deles, as crises são frequentes durante algum tempo.
Um dia estressante, falta de alimentação, excesso de exercícios físicos ou horas sob sol forte são motivos para que ela ocorra. É aí que começa aquela dor em alguma região que vai dos olhos até a nuca. Em alguns casos, o sintoma desaparece sozinho em pouco tempo, em outros, um analgésico resolve o problema. Porém, há situações em que a cabeça parece que vai ''estourar'' de tanta dor. Estes casos são conhecidos como enxaqueca.
Pelo menos 16% da população mundial sofre com o mal causado por um desequilíbrio químico no cérebro. A atividade anormal no córtex que desencadeia o problema começa na região cerebral posterior. As partes mais afetadas pela dor são a fronte e a têmpora. A medicina ainda não sabe explicar com certeza o motivo específico desencadeante da enxaqueca. O que se pode afirmar é que ela acomete mais as mulheres e, ao contrário do que muitos dizem, ocorre também em crianças.
É uma dor de cabeça diferente, seguida de náuseas, vômitos e intolerância à luz e sons. A dor latejante da enxaqueca pode durar algumas horas e até dias seguidos.
O tratamento precisa ser acompanhado por um médico especialista. Na crise, pode ser feito uso de analgésicos comuns ou outros medicamentos mais fortes, ministrados de acordo com a intensidade da dor causada, duração e invalidez que provoca. O tratamento também pode ser preventivo, com remédios que impedem o aparecimento da dor. É recomendável ainda algumas adequações nos hábitos de vida, principalmente na alimentação. Algumas bebidas e chocolates podem ser fatores de interferência na atividade cerebral que leva à doença.


