Pequim, 15 (AE-AP) - Com a China pedindo novamente por uma reparação, um diplomata norte-americano chegou a Pequim nesta terça-feira (15) para reparar as relações danificadas, justificando como um lapso nos alvos dos ataques os motivos que levaram a Otan a bombardear a Embaixada da China na Iugoslávia.
O subsecretário de Estado Thomas Pickering trouxe especialistas do Departamento de Defesa, da Agência Central de Informações (CIA, pela sigla em inglês) e de outras agências de segurança e espionagem para sustentar sua apresentação, amanhã, ao ministro de Relações Exteriores da China, Tang Jiaxuan, e ao vice Yang Jiechi.
A Embaixada dos Estados Unidos e o governo chinês forneceram poucos detalhes sobre a missão, criando um tom grave que sublinha a delicada tarefa de Pickering.
Funcionários de segurança chineses obstruíram a cobertura da imprensa de uma maneira restritiva anormal, evitando que equipes estrangeiras filmassem a chegada do diplomata a um hotel no centro da cidade.
O bombardeio da Otan contra a Embaixada da China em Belgrado, ocorrido em 7 de maio, causou a morte de três jornalistas chineses, provocou uma fúria nacionalista na China e reforçou a influência dos militares e dos conservadores do Partido Comunista sobre o governo, grupos suspeitos em relação a Washington.

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