Rio, 06 (AE) - Procuradores da República, advogados de defesa e a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal, abrem amanhã (07) à tarde quatro envelopes lacrados apreendidos pela Polícia Federal entre os pertences do banqueiro Salvatore Cacciola, dono do Banco Marka. A quebra de sigilo foi autorizada pela própria juíza esta semana.
Serão abertos um envelope com o logotipo Marka/Nilkko, endereçado a Adriana Alves de Oliveira, mulher de Cacciola; outro com o símbolo do Marka e a inscrição "Importante ação DDA - Distrato R. Moysés 2 vias originais"; um terceiro com o nome Marka e a inscrição "pai"; e mais um da Artplan Publicidade e a inscrição Alberto Cacciola - Leonel - Favor só abrir em caso de necessidade".
Outro envelope, da Real Previdência, em nome de Adriana, não foi considerado importante pela juíza, que decidiu devolvê-lo. O mesmo aconteceu com a maior parte do material que policiais e procuradores apreenderam na residência do ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes, formada por documentos e objetos considerados imprestáveis para as investigações.
Inquérito - As investigações da PF no Rio estão paralisadas
à espera de que o inquérito policial, aberto em Brasília, seja transferido para território fluminense, onde ocorreram os fatos sob investigação. O presidente do inquérito, delegado Luiz Pontel, passou a semana no Distrito Federal, onde, no Instituto Nacional de Criminalística, estão sendo periciados disquetes e CPUs apreendidos nas operações.

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