Curitiba - O Serviço de Investigação de Criança Desaparecida (Sicride) apresentou, ontem de manhã, seu quarto trabalho de envelhecimento pelo método digital da fotografia de uma criança desaparecida. A fotografia do garoto Leandro Bossi, que desapareceu dia 15 de fevereiro de 1992, aos oito anos de idade, em Guaratuba, Litoral do Estado, foi trabalhada e sua imagem projetada para 19 anos, idade atual de Leandro.
Para o pai de Leandro, João Bossi, a atualização da fotografia traz mais esperanças de que alguém possa reconhecer seu filho. Arlete Caramês também acredita que esse trabalho possa ajudar no reconhecimento de crianças e adolescentes desaparecidos. Como exemplo, ela afirmou que no ano passado recebeu vários telefonemas de São Paulo sobre um rapaz bastante parecido com a foto digitalizada de sue filho, Guilherme. ''Não era o Guilherme, mas foi uma prova de que as pessoas estão ligadas na imagem que divulgamos.''
O trabalho de envelhecimento digital, feito pelo arquiteto Roberval Coutinho, pode demorar até seis meses. Para trabalhar a imagem da criança, o arquiteto utiliza fotografias dos pais, irmãos e outros parentes, além de estudar o perfil da cabeça da criança. Além de Leandro e Guilherme cuja imagem foi atualizada duas vezes o Sicride também fez o envelhecimento digital da foto de Ewerton de Lima Gonçalves.

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