''Quero chegar aos 90. Mas assim, bem, e cuidando da minha saúde. Envelhecer é bom, só que é preciso saber envelhecer''. A frase é da professora aposentada Ady Guimarães Tamarozzi, de Londrina. Ela tem 74 anos e completa 75 em dois meses.
Engana-se quem acha que ela não tem nenhum problema de saúde. Pelo contrário. Além da artrose, do diabetes, e da hipertensão, ela enumera mais uns dois ou três problemas, que a fazem tomar 16 remédios por dia. Mas, o que fica nítido é a alegria de viver. ''Tenho várias enfermidades, mas me cuido. E não dou bola. Tomo meus remédios e vou vivendo'', diz.
Uma das grandes alegrias, além dos três filhos ''maravilhosos'' e oito netos, é a cachorrinha Mel, com quem passeia todos os dias pelo calçadão de Londrina. ''Faço caminhada todos os dias, de manhã e à tarde, pelo menos uma hora, e trago a Mel para passear. Ela é minha querida, minha companheira'', afirma.
Para quem sempre trabalhou pesado, como José Alves, de 74 anos, que já foi lavrador, ensacador e pedreiro, envelhecer bem passa, além da atividade física, por não fazer ''extravagâncias''. ''Tem que ter cuidado com a vida e não fazer extravagâncias, como beber demais'', opina ele, que agora caminha todos os dias, ''para não cair''.
''Para envelhecer bem é preciso cuidar da alimentação, andar bastante, e não ficar nervoso, o que não é o meu caso'', brinca o comerciante aposentado José Gomes, de 79 anos, que caminha todos os dias.(C.P.)

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