Entrevistados apóiam ajuda a Estados
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terça-feira, 02 de fevereiro de 1999
Por Claudia Carneiro 
Brasília, 02 (AE) - A maioria das pessoas entrevistadas na pesquisa da CNT/Vox Populi quer o governo federal mais flexível com os Estados e sugere que estude caso a caso a renegociação das dívidas estaduais. A pesquisa realizada entre 23 e 24 de janeiro refletiu a percepção dos brasileiros com relação à crise dos Estados e o embate do governador de Minas Gerais, Itamar Franco, com o governo federal. Apenas 11% na amostra de 1999 entrevistados acham que o governo federal está certo em não querer renegociar a dívida dos Estados. 45% consideram que o Palácio do Planalto deveria ser mais flexível e estudar caso a caso. E 32% defendem a renegociação de todas as dívidas. 12% não responderam ou não souberam responder.
A pesquisa realizada mensalmente pela Confederação Nacional de Transporte em parceira com o Instituto Vox Populi mostra uma avaliação positiva das pessoas com relação aos novos governadores. Na média geral, 36% dos entrevistados têm uma avaliação positiva do desempenho do governador de seu Estado, enquanto que 38% têm uma avaliação regular. Esta avaliação cai quando se trata dos Estados da região Sudeste. 29% consideram positivo o desempenho desses governadores.
Para o diretor do Vox Populi, João Francisco Meira, a queda na avaliação do Sudeste se deve ao governo de Mário Covas. "Era esperada uma avaliação positiva com relação aos governadores que foram eleitos agora; mas o índice é menor no Sudeste por causa do peso de São Paulo", afirma ele. Segundo Meira, além do fato de Mário Covas estar afastado do governo por motivo de sua doença, sua figura está mais associada à imagem do governo federal, que apresentando índices menores de aprovação. "Além disso, São Paulo é a região mais afetada pela concentração dos índices de desemprego", explicou Meira.
A população também está mais insatisfeita com os serviços públicos. Todos os índices de avaliação dos serviços estão menores com relação a outubro, mês das eleições. Para a média das pessoas entrevistadas, telefonia, abastecimento de água, transporte urbano, energia elétrica, limpeza urbana, escola pública, segurança pública e rede pública de saúde pioraram de lá para cá.


