Curitiba- Foi adiada para 8 de dezembro a entrega do plano de retirada dos destroços do navio chileno VicuÀa pela empresa holandesa Svitzer Wijsmuller do píer da Cattalini, no Porto de Paranaguá, Litoral do Estado. Parte da embarcação, que explodiu durante descarregamento de metanol no último dia 15, partindo-se ao meio, continua submersa. A Capitania dos Portos do Paraná concordou com a prorrogação devido à complexidade do trabalho.
Quatro tripulantes morreram na explosão do navio. Um dos corpos continua desaparecido. Ontem, pescadores localizaram, próximo à Ilha Piaçaguera, parte de um cadáver, que não se sabia se era de humano. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, Gilson de Mattos, as condições em que foi encontrado envolto em um saco plástico praticamente descartam a possibilidade de ser do tripulante. A investigação ficará por conta do Instituto Médico Legal (IML) de Paranaguá.
Os trabalhos de limpeza do óleo que vazou do navio na Baía de Paranaguá continuam, assim como de resgate de fauna feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Ecoplan. Até ontem, foram recolhidos 100 animais, apenas 10 deles com vida.

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