Entrega de Centro de Inovação vai impulsionar Parque Tecnológico
Com investimento público e privado superior a R$ 60 milhões, novo prédio da UEL amplia ambiente para startups e pesquisa
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segunda-feira, 02 de março de 2026
Com investimento público e privado superior a R$ 60 milhões, novo prédio da UEL amplia ambiente para startups e pesquisa

A UEL (Universidade Estadual de Londrina) entregou na manhã de sábado (28) o CIT (Centro de Inovação Tecnológica), estrutura que serve como alicerce do Parque Tecnológico da universidade e amplia o ambiente para startups, para o desenvolvimento de pesquisa e para a geração de negócios.
A cerimônia aconteceu em frente ao novo espaço, que fica ao lado da Aintec (Agência de Inovação Tecnológica), no campus da UEL. A entrega contou com a participação da família Yoshii, que fez a doação do projeto do novo centro e investiu mais de R$ 12 milhões na construção do CIT.
Para o secretário estadual de Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, é uma honra e uma alegria muito grande poder participar da entrega de um espaço como o CIT, que vai ajudar a fortalecer o desenvolvimento da inovação dentro da cidade de Londrina e em todo o Paraná.
Ele explica que a pasta está investindo quase R$ 5 milhões na aquisição de equipamentos e móveis para fechar com chave de ouro toda a estrutura do Centro de Inovação Tecnológica da UEL. “Em pouco tempo nós vamos estar equipando totalmente o prédio para que ele possa funcionar. A inauguração oficial será a partir de novembro, mas ele já vai estar a todo vapor gerando inovação e negócios para a cidade de Londrina e para o Paraná”, ressalta.
Ao todo, de acordo com o secretário, o Governo do Paraná vai investir mais de R$ 30 milhões, somados a mais R$ 20 milhões da iniciativa privada, na construção do Parque Tecnológico da UEL, o primeiro dentro de uma universidade estadual, com outros espaços já planejados e em andamento. “Isso vai fazer com que a UEL seja esse grande parque e possa gerar inovação, gerar novas empresas, gerar startups e termos, inclusive, grandes empresas instaladas na nossa universidade”, detalha.

Supercomputador
Somado ao prédio, uma das grandes novidades é a chegada de um supercomputador através de uma parceria entre o Paraná e o Ministério da Informática da Índia. Segundo Canziani, oito equipamentos chegaram ao Paraná, sendo que dois equipamentos vêm para Londrina e, entre eles, um será instalado no Centro de Inovação Tecnológica. “Esse é mais um ativo que nós vamos ter dentro do Parque Tecnológico da UEL”, aponta.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, representou o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), na cerimônia e destacou que o objetivo do CIT é ser um ambiente que permita a conexão entre o conhecimento produzido na universidade e as demandas da sociedade, gerando inovação. “Se a gente não conectar o setor produtivo acadêmico e o setor produtivo empresarial, a gente não tem resultados de transformar o conhecimento em produto, em inovação”, garante.
Parceria público-privada
Também presente na cerimônia, o prefeito de Londrina, Tiago Amaral (PSD), destacou a importância da parceria público-privada no desenvolvimento de uma cidade, citando como exemplo a obra do CIT, doado pela família Yoshii. “Quando a gente vê o poder público trabalhando junto com a iniciativa privada, é onde a gente vê a nossa cidade avançar”, pontua.
Ele explica que essa conexão entre o setor produtivo e a universidade permite que a iniciativa privada ofereça doações em forma de contrapartida. “A gente melhora o ambiente de ensino, a gente melhora as oportunidades de aprendizagem, a gente tem uma maior modernização dos espaços e tudo isso se reverte para a melhor qualificação dos estudantes e, na sequência, se reverte para uma melhor geração de oportunidades em inovação de produtos e empresas”, esclarece.
Sócia-fundadora do Grupo A.Yoshii, Kimiko Yoshii mostrou-se encantada com o resultado do CIT, já que ela e o marido, Atsushi Yoshii, sempre quiseram deixar um legado para a universidade e para as futuras gerações que estudarem na Universidade Estadual de Londrina. Há mais de duas décadas, o casal já tinha doado a obra da Intuel (Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da UEL), que mais tarde cresceu e foi rebatizada de Aintec.
"Nós sempre pensamos na área da educação porque é a educação que realmente transforma vidas e, consequentemente, transforma toda uma nação", afirma, citando a importância de projetar investimentos na área da educação.
Ela, que é voluntária da Guarda Mirim há muitos anos, deseja ver todas as 1,5 mil crianças e jovens atendidos pelo projeto dentro da universidade nos próximos anos nas mais variadas áreas de atuação, o que já vem acontecendo.
"Aqui é o nascedouro e o criadouro dos talentos, haja vista que a Aintec realmente é onde começa tudo", garante a empresária, que é formada em letras e direito pela UEL, além de ter feito algumas pós-graduações. Ela destaca que o Centro de Inovação Tecnológica vai servir como um "coração pulsante" dentro da UEL, ainda mais após a chegada de um supercomputador, sendo o primeiro do Paraná dentro de uma universidade estadual.
"Que o CIT seja realmente um 'start' para uma universidade que já é conhecida em todo o Brasil possa alçar voos ainda maiores e realize coisas inimagináveis e que chegue ao patamar das melhores universidade não só do Brasil, mas quiçá de toda a América", afirma.
Universidade e o espaço produtivo
A reitora da UEL, Marta Favaro, afirma que o CTI vai permitir com que a universidade avance mais alguns degraus na construção do Parque Tecnológico. Ela explica que a inovação já é produzida dentro dos laboratórios, mas o centro vai poder abrigar startups com uma estrutura que permite potencializar o trabalho que elas já vêm desenvolvendo.
"Essa é uma possibilidade de a universidade incentivar ainda mais a formação dessas startups e, portanto, a possibilidade de os nossos estudantes também fazerem suas experiências nesses espaços, reconhecendo quais são os ativos tecnológicos que a gente já mobiliza e aqueles que a gente pode mobilizar a partir das dores dos setores produtivos", esclarece.
Segundo Favaro, o CTI vem para potencializar ainda mais a relação entre a universidade e o espaço produtivo, sempre mediado pela boa ciência que é produzida pela instituição. A intenção, complementa a reitora, é fechar o Parque Tecnológico com a construção de um espaço em um estrutura da universidade às margens da PR-445, que deve abrigar as empresas que já estão em um estágio mais maduro.


Jéssica Sabbadini
Repórter com atuação na cobertura local.


