Rio de Janeiro - No cenário dos brasileiros com diploma universitário predominam advogados e administradores. As mulheres são maioria, mas há mais homens mestres e doutores. Cursos como educação, belas artes e letras são predominantemente para o público feminino, com mais de 80% de mulheres formadas nessas áreas. Do lado oposto, estão engenharia, veterinária e medicina, onde predominam os homens.
A pesquisa do IBGE revela que, de 5,9 milhões de pessoas que concluíram o curso superior, 689,6 mil (ou 11,6% do total) são advogados. Outros 636,5 mil (10,7%) são formados em administração. Para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), esta maioria é motivo de preocupação. O número de advogados aumentou mais de 50% em dez anos, por causa da explosão no número de faculdades de Direito. O problema é que a qualidade do ensino nem sempre é garantida.
''A Ordem se bate não contra o ensino, muito menos o ensino jurídico, mas contra a criação desenfreada de cursos sem qualidade, um estelionato educacional. O aluno faz sacrifícios, paga e, ao término do curso, recebe um diploma que não é útil para nada. Não consegue passar no exame de Ordem, não passa em concurso público. É bacharel em direito e não pode exercer a profissão'', protesta o presidente do conselho federal da OAB, Rubens Approbato Machado. Segundo ele, a média de reprovação no exame da OAB para os recém-formados em direito chegou a 70%. (Agência Estado)

mockup