E para as mulheres, o limite da beleza é a própria saúde? Enquanto algumas já ponderam sobre parar de fazer a escova progressiva, outras não querem deixar a técnica de lado.
Esse é o caso da estudante J.M., de 17 anos, que diz que agora não sabe como vai resolver o problema do volume dos cabelos se não puder recorrer à escova progressiva. Adepta da escova tradicional (com secador) e prancha desde o início da adolescência, ela já fez três relaxamentos, que resultaram na quebra dos cabelos. Mas, a escova progressiva, segundo ela, foi o melhor ''remédio'' contra os fios rebeldes. ''Os fios ficaram com brilho, fáceis de ajeitar e posso só lavar e pronto'', comenta.
O problema agora é driblar a desconfiança do pai: ''Ele disse que não vai mais me deixar fazer a escova porque causa câncer. Não sei como resolver isso''. Sobre o risco de ter queda de cabelos, ela brinca: ''É simples. Eu processo o salão e com o dinheiro da indenização compro uma peruca''.
A estudante Juliana Castro, de 17 anos, já fez duas vezes a escova progressiva, a primeira temporária, e a outra de chocolate. Gostou do resultado, mas hoje teria mais cautela: ''Acho que primeiro iria a um dermatologista'', diz.
Outra que gostou do resultado, mas agora ficou com receio da técnica foi a estudante Juliana Trindade, também de 17 anos. ''Não faria de novo. O resultado é bom, mas a gente fica com medo'', afirma.(C.P.)

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