Entre as alternativas, caminhadas e bicicletas
Curitiba - Segundo levantamento da Justiça Federal, 50% dos servidores e juízes que trabalham em Curitiba aderiram ao ''Dia sem carro''. A maioria das 250 pessoas que escolheu um transporte alternativo chegou de bicicleta no prédio, que fica no bairro Ahú, afastado do centro. O órgão ainda promoveu um ''pedágio'' em benefício de uma casa assistencial. Cada funcionário teria que doar um quilo de alimento não-perecível. Para os que foram de carro, a tarifa era de dois quilos.
O vereador de Curitiba, André Passos (PT), também levou a sério a campanha do ''Dia sem carro'' e decidiu cumprir toda sua agenda de bicicleta. De terno, tênis e mochila nas costas, foi pedalando que ele fez o trajeto de sua casa, no Cabral, até o Museu Oscar Niemeyer, no Centro Cívico, para acompanhar a reunião do secretariado do governo, e de lá seguiu até a Câmara Municipal, no centro da cidade. O percurso de volta para casa já por volta de meia-noite, garantiu ele, também seria feito de bicicleta.
Apesar de ter aprovado a experiência e querer repeti-la, pelo menos, uma vez por mês, Passos disse que sentiu medo de ser atropelado em alguns trechos em que os carros passavam muito perto dele. Além de propor a instalação de um ''bicicletário'' na Câmara, o vereador disse que pretende reunir todos projetos já existentes na Casa que tratam, entre outras coisas, da criação de ciclofaixas, e propor uma parceria com o Departamento de Trânsito (Detran) para implementar um ''pacote de medidas'' que melhorem o sistema de circulação de bicicletas.





