Entre a faculdade e a música
Enquanto muitos jovens são presenteados com carros, viagens ou até mesmo uma joia ao passar no vestibular, Lívia Moriyama, de 18 anos, ganhou um piano há poucos dias. O mais curioso é o fato de ela ter sido aprovada no curso de Direito na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e não no curso de Música, como muitos possam ter imaginado.
O instrumento foi presente da mãe, que prometeu o instrumento anos atrás. ''Sempre gostei de piano, apesar de nunca ter tocado, e queria muito ter um em casa, além de achar linda a música clássica. Pedi para minha mãe e entramos num acordo: ela me daria um piano se eu passasse no vestibular'', lembra a jovem.
Dito e feito: neste ano ela foi aprovada e, pouco tempo depois, Lívia estaria com seu Fritz Dobbert em casa. O piano pertencia a uma professora de música há 15 anos e custou R$ 5 mil. ''É um modelo acústico, do tipo armário, que cabe em casa.''
Mas engana-se quem pensa que o piano vai ser apenas mais item de decoração. Sua relação com a música começou ainda na infância, quando começou a tocar teclado. ''Estudei teclado por seis anos, mas na verdade sempre quis mesmo era o piano. Ainda mais quando vi que os dois instrumentos eram bem diferentes. A vontade de aprender só aumentou com o anos.'' Lívia também faz parte de uma banda feminina de sua religião, o budismo, onde toca pífano, uma espécie de flauta transversal.
Agora, Lívia planeja as aulas particulares que devem começar no mês que vem. ''Com o piano em casa, vou conseguir tirar muito mais proveito, pois é mais fácil estudar'', diz. A expectativa é que em breve a mãe reúna a família para um recital. ''Mas preciso aprender primeiro'', declara. (M.T.)





