Para além das salas de cinema, desde a sua criação o Festival de Gramado se transformou em um espaço fundamental para a divulgação, a discussão, a crítica e o incentivo à criação cinematográfica nacional, servindo como um espelho das crises e conquistas do cinema brasileiro. Este ano, o mais charmoso Festival de Cinema do País sofreu, na opinião de público e crítica, com a falta de uma safra de bons filmes nacionais.
''A seleção nacional estava muito fraca. Selecionaram 7 filmes de 105, e acabamos de sair de um festival de Paulínia, onde pelo menos seis dos oito filmes eram muito bons. A organização poderia convidar filmes melhores'', analisou o crítico Rubens Ewald Filho, presidente do Júri no Festival e que alfinetou, em seu discurso na premiação, a polêmica exibição de filmes internacionais em vídeos de baixa qualidade.
No meio da semana, a organização de Gramado anunciou as parcerias, a partir de 2012, com os Festivais de Veneza e de Los Angeles. ''Nós trabalhamos para que Gramado seja o mais relevante momento de encontro do cinema latinoamericano'', garantiu Colleto. (R.C.)

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