Entidades vão investigar derrame de óleo no Iguaçu
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quarta-feira, 09 de agosto de 2000
Maigue Gueths De Curitiba 
Uma comissão mista independente, composta por 20 entidades da sociedade civil organizada, e encabeçada pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea/PR), vai investigar as causas e responsabilidades do desastre ecológico na Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. A criação da comissão foi anunciada, ontem, pelo presidente do Crea, Luiz Antonio Rossafa. A partir das investigações, a comissão também irá indicar ações para reparar os danos e exigir a implantação de medidas compensatórias à sociedade.
A intenção é desenvolver um trabalho semelhante ao realizado no Rio de Janeiro. O Crea daquele Estado organizou uma comissão representantiva da sociedade para estudar as causas e impactos com o vazamento de óleo também causado pela Petrobras na Baía da Guanabara. A idéia, segundo Rossafa, é criar um mecanismo que permita a participação da sociedade na discussão e solução do problema.
Queremos que a sociedade fique a par do que está acontecendo em seu próprio quintal, diz, lembrando que a comissão também terá um caráter preventivo. Nesse sentido, ela irá estabelecer medidas de prevenção de acidentes e de controle da sociedade a empreendimentos de risco ambiental. Não adianta a Repar só tirar o óleo do rio. Ela usa recursos naturais existentes no Paraná e tem que se preocupar em deixar o meio ambiente ainda melhor do que estava antes, afirmou.
Formada por entidades ambientais, sindicatos das áreas petroquímica e de construção e institutos de pesquisa, a comissão deve começar seus trabalhos na próxima semana. O Crea já solicitou documentos sobre o acidente à Repar e todas as ações devem ser feitas com acompanhamento do Ministério Público. Um convênio com o Centro de Apoio Científico a Desastres (Cenacid) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), segundo Rossafa, permitirá a obtenção de subsídios técnicos na apuração da catástrofe.


