Curitiba - Uma força-tarefa constituída de representantes do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), do Procon e de órgãos de Vigilância Sanitária deve entregar até o final do ano relatório sobre a situação das cerca de 30 concessões de exploração de água mineral no Paraná. No ano passado, outras 140 concessões federais foram vistoriadas em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Santa Catarina.
Segundo Walter Lins Arcoverde, diretor de fiscalização do DNPM, o objetivo do o trabalho é zelar pela qualidade da água mineral utilizada para engarrafamento e consumo humano e em balneários. ''A água mineral é um recurso tão importante que o empreendedor que deseja desenvolver projetos na área é submetido a um alto nível de exigências'', comentou o diretor.
Tais exigências são feitas desde a pesquisa da fonte de água até o projeto industrial, passando pelas etapas de elaboração do poço, testes de bombeamento e análises da área de proteção da fonte. ''Esta campanha de fiscalização que chega agora ao Paraná não tem objetivos punitivos, mas preventivos'', afirmou Wadir Brandão, chefe do distrito regional do DNPM.
Como a representação paranaense do departamento tem carência de recursos humanos, técnicos de outros Estados serão chamados para colaborar no levantamento. De acordo com Brandão, essa defasagem de pessoal deverá ser atenuada com realização de concurso público, até o final do ano.
O DNPM, vinculado ao Ministério de Minas e Energia, está elaborando juntamente com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um manual de boas práticas de produção de água mineral, que estabelecerá normas para o setor. Paralelamente, está em estudo uma normatização sobre garrafões, para traçar parâmetros de tipo de material, tamanho das embalagens, tipo de tampa, entre outros itens.

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