De problemas o Brasil está cheio, mas não faltam pessoas, entidades e órgãos públicos empenhados em melhorar as condições de vida no País. Uma amostra desse esforço recebeu anteontem à noite, em Brasília, o Prêmio 2001 da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Entre os 12 premiados em 6 categorias, estavam programas da Associação Nacional de Jornais (ANJ), do Instituto Guga Kuerten e do Ministério da Saúde. ''Iniciativas que fazem a diferença são cada vez mais numerosas e mostram a criatividade do povo brasileiro'', disse o representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein, diante de uma platéia que incluía cinco ministros e diversos parlamentares.

O programa ''Jornal na Educação'' da ANJ, destacado na categoria comunicação, permite que 3,5 milhões de estudantes, em 8.500 escolas públicas e privadas, tenham acesso a periódicos para uso em sala de aula. ''A imprensa não é apenas a trincheira na esfera da liberdade, mas também um instrumento pedagógico'', afirmou o vice-presidente da ANJ, Paulo Cabral de Araújo, representando o presidente da entidade, Francisco Mesquita Neto.

O programa de combate e prevenção à Aids do Ministério da Saúde recebeu o prêmio na categoria Direitos Humanos e Cultura de Paz. Bem-humorado, o ministro e pré-candidato a presidente da República, José Serra, chegou a brincar com o ministro da Justiça, José Gregori, sobre o que não pretende fazer após deixar o ministério - o prazo para desligar-se do governo e concorrer nas eleições de 2002 termina em abril.

Na categoria juventude e cidadania, foi premiado o Instituto Guga Kuerten, que oferece treinamento esportivo, alimentação e transporte para crianças carentes em Florianópolis (SC). Guga, que tem um irmão deficiente e atualmente disputa torneios na Europa, foi representado pelo presidente da Federação Nacional das Apaes, Luis Alberto da Silva. Quem também não compareceu foi o arquiteto Oscar Niemeyer, de 93 anos, agraciado na categoria Cultura.

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