Representantes de cerca de 30 entidades de várias regiões do Paraná querem a criação de uma Agência Estadual de Transportes para fiscalizar as rodovias do Estado. As entidades querem também que o Ministério Público Federal entre com ações contra a cobrança de pedágio em todas as praças onde não existem estradas alternativas. As decisões foram aprovadas ontem durante reunião em Campo Mourão.
A ‘‘Carta de Campo Mourão’’, elaborada ao final do encontro, diz que a Agência Estadual de Transportes deve funcionar como ‘‘um organismo regulador, eficaz, idôneo e transparente, onde a sociedade civil organizada estaria representada regionalmente e com maioria de membros, com poderes deliberativos, fiscalizadores, executivos, legais e punitivos, a fim de tratar de todos os assuntos relativos às estradas paranaenses’’.
‘‘Não adianta discutir o assunto numa entidade onde a maioria dos membros é do governo’’, disse ontem o presidente da Associação Paranaense do Movimento União Brasil Caminhoneiro, André Felisberto. Sobre a cobrança nas atuais praças de pedágio, o documento diz que as ações do MPF devem ser baseadas na decisão da 4ª Turma do Tribunal Regional de Porto Alegre, que considerou ilegal a cobrança em região que não conta com vias alternativas e supendeu o pedágio na BR-369, entre Ubiratã e Cascavel, no Oeste do Estado.
O representante do Movimento União Brasil Caminhoneiro no Estado também anunciou a paralisação da categoria no próximo dia 29.

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