Guilherme Pupo

Kraw PenasEm campanhaA ambientalista Teresa Urban: ‘‘Se não conseguirmos preservar o parque, não há garantia para nenhuma outra unidade de conservação’’Cerca de 500 entidades ambientalistas querem a interdição do Parque Nacional do Iguaçu e a suspensão de todas as atividades turísticas da região (incluindo a visita às Cataratas do Iguaçu) enquanto os invasores que ocupam a Estrada do Colono não forem retirados do local. Ontem, um pedido formal dos ambientalistas foi enviado ao ministro do Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Amazônia Legal, Gustavo Krause, e ao presidente da Embratur, Caio Luiz de Carvalho. De acordo com as entidades, o parque está ameaçado pela falta de policiamento na área invadida, a cobrança de pedágio e a permanência dos invasores, que já ameaçaram atear fogo à mata.
A Estrada do Colono estava fechada por decisão judicial desde 1986 mas sofreu duas invasões de moradores da região - em junho do ano passado e 11 de janeiro deste ano. O argumento dos invasores, que estariam sendo incentivados por grupos políticos-partidários, é que o fechamento da estrada prejudica o transporte de mercadorias e a economia dos municípios vizinhos.
Os ambientalistas também iniciaram ontem uma campanha de esclarecimento sobre os problemas do parque, por meio do envio de correspondências a agências de viagens nacionais e internacionais. ‘‘Se não conseguirmos preservar o parque, não poderemos segurar nenhuma outra unidade de preservação no País’’, comenta a ambientalista Teresa Urban.
Aberta em 1954 pelo DER-PR, a estrada divide o parque em duas partes praticamente iguais e tem 18 quilômetros de extensão (entre os municípios de Medianeira e Capanema). Atualmente, a ação judicial sobre o fechamento do trecho ainda está em andamento. O processo depende de perícias técnicas para avaliar se a estrada traz ou não prejuízos ao parque.

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