Londrina - Entidades de proteção aos animais de Londrina realizaram uma passeata ontem em protesto contra a morte de um cachorro por um policial militar na última quinta-feira. O movimento saiu da praça em frente ao Instituto Federal do Paraná (IFP), no Jardim Alvorada, que fica ao lado do imóvel onde o animal foi morto, e seguiu até a Igreja Dom Bosco, na Avenida Maringá.
''O objetivo é chamar a atenção das pessoas pelo que aconteceu. O policial agiu com total despreparo e não precisava ter matado o cão'', justificou Alessandra Costa, voluntária da organização não-governamental SOS Vida Animal. Conforme ela, além de maus-tratos, o abandono dos animais, sobretudo quando estão velhos e doentes, é comum na cidade.
Para amenizar a situação, Londrina conta com voluntários, como o microempresário Eduardo Suzuki e a namorada Elisa Sayuri. Eles resgataram Max, que foi abandonado no estacionamento de um shopping e jogado em uma caixa de papelão, às margens da PR-445. O cão ainda está ferido e precisa de cuidados diários para recuperar o peso, a imunidade e controlar a sarna. ''Ele ficaria de forma temporária em casa, mas agora não tem mais jeito de levá-lo embora. Faz parte da família'', relatou Suzuki. O casal também é dono de Sani, uma Lhasa-Apso que foi comprada ainda filhote de um pet shop onde era maltratada.
''Um cachorro, quando adotado, reconhece o que você fez por ele. O carinho e a gratidão dele são enormes'', ressalta a estudante Mariani Souza, que adotou há um ano o vira-lata Jorge.
Em Cambé (Região Metropolitana de Londrina), um grupo de 15 voluntários criou a Associação Amigo Bicho, que recolhe animais e conta com o apoio de lares temporários para abrigá-los. ''É muito triste presenciar o descarte de animais nas ruas. Já recolhemos até um galo e cuidamos de um boi, que estava passando fome e sede'', contou a funcionária pública Sádia Mozer. ''Enquanto não houver um programa de castração, o problema só vai aumentar'', finalizou.

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