Curitiba- A prefeitura de Curitiba e as entidades privadas que produzem lixo hospitalar vão pedir um prorrogamento de 90 dias ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para o uso da vala séptica da Capital. A prefeitura tem prazo até o dia 26 para fechar a vala que, segundo o IAP, está poluindo o lençol freático. Quatorze cidades da região metropolitana de Curitiba (RMC) também depositam seu lixo hospitalar em Curitiba e vão ter que modificar seu sistema. O problema não se repete em Londrina porque a vala séptica da cidade é impermeabilizada, o que elimina o risco de contaminação.
''O município de Curitiba já se enquadrou. A partir do dia 26 uma empresa vai fazer a coleta e tratamento do resídio produzido pelo sistema de sa© úde da cidade. Mas as entidades privadas ainda não estão adaptadas. E acredito que o mesmo deva estar acontecendo na RMC, uma vez que os novos prefeitos têm que avaliar como está a situação'', justificou o secretário municipal do Meio Ambiente, Domingos Caporrino. A vala séptica da Capital funciona desde 1989 e, atualmente, recebe 14 toneladas de lixo hospitalar por dia. Segundo a secretaria municipal de saúde, do total cerca de 760 quilos são do sistema de saúde municipal. Caporrino nega que a vala esteja poluindo o lençol freático.
Caporrino alega que a prefeitura não tem capacidade de recolher todo o lixo que vai hoje para a vala e que a lei manda que cada gerador deve cuidar do seu resíduo. Contudo, o presidente da Federação dos Hospitais do Paraná (Fehospar), José Francisco Schivon, diz que ainda não conseguiu receber a informação dos órgãos competentes da prefeitura se a coleta já está, ou não, prevista no orçamento da cidade. ''Estamos pedindo o prorrogamento do prazo. Mas também vamos continuar nossa gestão política para ver se o prefeito (Beto Richa PSDB) continua assumindo o ônus'', afirmou. Schivon diz que esse é um custo muito alto para os hospitais.
Ontem oito entidades que representam odontólogos, farmacêuticos, hospitais e clínicas, veterinários e indústrias gráficas, redigiram documento pedindo a prorrogação do uso da vala. ''Vamos negociar com a prefeitura para que reduza a carga de impostos quando a responsabilidade do lixo passar para os estabelecimentos. Queremos negociar o tempo de permanência do lixo no consultório, que hoje é de 48 horas, o que tornaria a coleta muito cara'', disse o presidente do Sindicato dos Odontologistas do Estado do Paraná (Soepar), Mário Pansini.

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