Brasília, DF- As entidades dos funcionários públicos federais devem lançar uma última ofensiva contra a proposta do governo de reajustar o salário da categoria via gratificações de desempenho. Os sindicalistas jogarão todas as fichas para pôr em greve os setores que ainda não pararam, até o dia 20.''Vamos manter a greve e preparar nossa assessoria jurídica para qualquer enfrentamento na Justiça'', disse ontem o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), Gilberto Gomes, referindo-se à ameaça feita pela administração federal de descontar a remuneração dos grevistas.
O Sindicato dos Servidores da Previdência Social (Sindiprevs) representa os servidores do Ministério da Saúde, da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e das Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs). Somente esta última categoria deve votar o indicativo de greve na próxima segunda-feira, quando realiza um ato público em frente ao escritório da DRT, em Curitiba. O Paraná tem cerca de 140 auditores, que são responsáveis pela fiscalização das condições de trabalho nas empresas.
O presidente da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho, Luiz Felipe Bergmann, informou que a categoria tem uma pauta específica que é de uma reposição de 47,17% sobre o salário base; melhores condições de trabalho e mais segurança para o exercício da fiscalização.
No Paraná, apenas os auditores fiscais da Receita Federal aderiram à greve no dia 13 de abril. Segundo a presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal em Curitiba, Clair Hickamnn, hoje os servidores fazem assembléias para decidir se continuam ou não a greve.
Os auditores fiscais da Previdência Social, segundo o presidente do sindicato da categoria, João Alfredo Franco Samwayis, ainda não decidiram se vão aderir ao movimento.
Já o comando central de greve da Polícia Federal decidiu prorrogar por mais dois dias a suspensão da paralisação da categoria. A informação foi confirmada ontem pelo delegado sindical da Polícia Federal de Londrina, Valter Fior.(Colaboraram Andréa Lombardo e Alan Maschio)

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