São Paulo, 01 (AE) - O Conselho Regional de Psicologia lançou hoje à tarde um manifesto contra o modelo de atendimento da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem). Endossam o documento várias outras entidades, entre elas a Coordenadoria do Centro de Apoio das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude e o Instituto Latino-Americano das Nações Unidas (Ilanud).
O grupo está bastante incomodado com a "situação aguda" a que chegou a Febem e entende que a privação de liberdade é de responsabilidade do poder público - o que significa que é contra a terceirização. "A sociedade delegou ao Estado essa responsabilidade", diz Lumena Almeida Castro Furtado, presidente do conselho. Para ela, é possível terceirizar a telefonia, não o atendimento aos menores.
Além disso, o grupo cobra do Estado medidas concretas para melhorar as condições socioeducativas na instituição. "Hoje, o adolescente entra num clima que o torna subjugado, agravando o seu quadro", entende Lumena. "É preciso um projeto educativo claro e definido". Ela classificou de ação isolada a iniciativa de introduzir a prática de educação física no Complexo Imigrantes e acha que policiais militares não são os profissionais mais adequados para isso. (F.G.)

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