Brasília, 05 (AE) - O Governo do Distrito Federal decretou o fechamento da Esplanada dos Ministérios, nesta quarta-feira, para dar espaço à Marcha Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública. O trânsito de automóveis estará proibido a partir da Catedral de Brasília, a exemplo do que aconteceu em outra manifestação, a Marcha dos 100 mil, dia 26 de agosto.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que organizam o movimento, calculam que entre 15 mil e 20 mil pessoas participarão do ato, com início previsto para as 9 horas. Dois mil policiais militares foram destacados para acompanhar a manifestação.
Após a abertura do protesto, os manifestantes vão fazer uma passeata até o Congresso. Cerca de 40 sindicalistas e professores entregarão ao presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), e ao presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), o documento "retrato da escola", abordando "aspectos críticos" do ensino público. Depois, a passeata seguirá pela Praça dos Três Poderes - a polícia determinou que não poderá haver parada e nem uso de carro de som no trajeto. Na semana passada, estudantes tomaram uma área em frente à rampa do Palácio do Planalto de onde vaiaram e xingaram o presidente Fernando Henrique Cardoso.
A caminhada seguirá para o prédio do MEC onde haverá um protesto. Uma comissão deverá ser recebida pelo ministro Paulo Renato Souza. Carlos Abicalil, presidente da CNTE, garantiu ao secretário da Segurança Pública, Paulo Castelo Branco, que o movimento "não é agressivo". O secretário tem demonstrado preocupação com estudantes e punks que prometem participar do ato. Hoje o presidente da UNE, Wadson Ribeiro, e o líder do Movimento Punk Anarquista de Brasília, Alex - que se identifica como "Inimigo do Estado" -, asseguraram que não pretendem "promover baderna".

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