Teresina, 24 (AE) - Dez mil manifestantes são esperados amanhã (25) no ato de protesto contra a impunidade, organizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Igrejas Católica e evangelicas, sindicatos e partidos políticos. Escolas, lojas e repartições públicas vão fechar uma hora mais cedo no expediente da tarde. A prefeitura de Teresina vai pôr ônibus à disposição para levar manifestantes à Praça da Libedade, no centro da cidade, onde o ato será realizado a partir das 18 horas.
Os organizadores dizem que o sucesso do ato - chamado de Basta de Impunidade - vai ajudar a condenar e manter na cadeia os envolvidos com o crime organizado no Piauí. "Este ato é um levante da sociedade contra o crime organizado, que não apenas nos envegonha, mas nos rouba e nos tira a chance de uma vida melhor", afirmou o presidente da seccional da OAB no Piauí, Nelson Costa.
Durante a manifestação, a OAB, a Igreja Católica e partidos políticos deverão denunciar muitos dos crimes não-solucionados no Estado. Uma das denúncias, porém, será contra o governador Francisco de Assis Moraes Souza (PMDB), o Mão Santa, que não demitiu o comandante da Polícia Militar, coronel Valdílio Falcão, suspeito de fazer parte do grupo liderado pelo coronel de reserva José Viriato Correia Lima, apontado como chefe do crime organizado no Piauí. Até sexta-feira (22) ainda não tinha sido publicado no "Diário Oficial" do Estado (DOE) o decreto de exoneração de Falcão do comando da PM.

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