Entidades entram na Justiça contra alterações
A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), assinala a presidente da entidade, Amábile Pacios, já entrou na Justiça questionando a implantação de uma nota mínima para as inscrições no Fies. Uma das razões é o fato de a nota de corte atingir estudantes que fizeram o Enem do ano passado e que ainda não sabiam que este tipo de regra passaria a abrangê-los. "Quando fizeram a prova, ainda não tinha esta regra. É uma injustiça com quem fez vestibular em novembro. Se algo for mudar no Fies, isso precisa antes ser debatido no Congresso", diz.
A representante da Fenep pontua ainda que quem não conseguir se inscrever no Fies e for em busca de outras taxas de crédito estudantil pode ser ainda mais prejudicado, do ponto de vista financeiro. O Fies, até então, oferecia os menores juros para o setor: 3,4% ao ano. Para evitar este tipo de problema, a entidade tem negociado com instituições financeiras para tentar novas oportunidades de financiamento para os estudantes.
O porta-voz do Sinepe-PR, Paulo Cunha, também assinala que a diferença do Fies para outras formas de crédito estudantil é bastante grande. Em termos de crédito estudantil, explica ele, existem duas opções. A mais comum são as empresas privadas de financiamento estudantil, que oferecem crédito a partir de convênios firmados com as instituições de educação superior. Os juros cobrados nesses programas chegam a cerca de 20 a 25% ao ano, podendo variar de acordo com o contrato firmado com a universidade, diz Cunha.
"Mas, nesse cenário atual, existem casos de instituições de ensino que estão subsidiando parte desse taxa de juros. A outra opção, mais rara, é de a própria instituição de ensino oferecer o crédito estudantil, cuja forma de reajuste é calculada de acordo com o reajuste das mensalidades", comenta o professor, ao salientar que, ainda assim, nenhuma dessas alternativas é tão vantajosa quanto o Fies.(A.L.)





