Entidades do Paraná iniciam projeto contra trabalho infantil
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segunda-feira, 05 de março de 2007
Fábio Galão<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- O Núcleo Trabalho, Justiça e Cidadania do Paraná, integrado por 15 entidades, inicia nesta semana o Projeto Crescer Feliz, que tem o lema Diga Não ao Trabalho Infantil. Até 12 de junho, Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, será desenvolvida uma ampla campanha sobre o tema, com veiculação de anúncios e proposição de debates na mídia, além de atividades em escolas. Além das entidades que compõem o núcleo, participarão do esforço vários parceiros, como o Instituto Ação Compartilhar, do técnico de vôlei Bernardinho, e as Faculdades Curitiba.
Em breve, estará disponível no site www.nucleotjcpr.org.br um link para que escolas das redes pública e particular de ensino inscrevam professores que orientarão os alunos nas atividades. A idéia é fornecer conteúdos, através de cartazes, panfletos, apostilas e material na internet, para que estudantes de 5 a 8 série do Ensino Fundamental e do Ensino Médio criem mini-outdoors sobre o tema combate ao trabalho infantil.
''A princípio, esse trabalho será desenvolvido nas escolas de Curitiba e da Região Metropolitana, o que representará um universo de mais de 300 mil alunos. As atividades poderão ser desenvolvidas em outros municípios do Paraná que aderirem ao projeto'', explicou Márcio Dionísio Gapski, diretor da Associação dos Magistrados do Trabalho da Nona Região (Amatra IX), órgão que coordena o Núcleo TJC-PR.
Segundo Gapski, os mini-outdoors serão apresentados em uma grande exposição em junho, em Curitiba. O público elegerá os 100 melhores, que vão para um portal no site do núcleo, e uma comissão escolherá alguns trabalhos para serem expostos em outdoors. Junto com a exposição, será realizado um festival de talentos, que contemplará as habilidades dos estudantes em outras áreas: poesia, música, dança. ''Trabalhar os dons das crianças é uma das formas de combater o trabalho infantil'', disse Gapski.
Paralelamente, o núcleo vai intensificar a veiculação de anúncios, em televisão, rádios e jornais impressos, sobre o combate ao trabalho infantil, e fomentará debates sobre o assunto na mídia e em outros setores da sociedade. ''Vamos propor a discussão a partir de quatro temas: as causas, o conceito, os efeitos e as alternativas sadias e viáveis ao trabalho infantil'', afirmou o diretor.
Gapski explicou que, após junho, será feita uma avaliação das atividades desenvolvidas, de forma que as discussões sobre o problema sejam contínuas. Uma estimativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 2006 apontou que no mundo todo 250 milhões de crianças e adolescentes trabalhavam, cerca de 5,5 milhões no Brasil e 339 mil no Paraná.


