Entidades discutem turismo integrado
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sexta-feira, 21 de março de 1997
Da Redação 
Arquivo FolhaDurante uma semana entidades debateram planos e estratégias para o desenvolvimento do setor turístico da cidadeEntre os dias 24 e 27 deste mês será realizada no Espaço das Américas a 2ª etapa do Forum Planejamento Operacional dos Resultados do Plano Integrado de Turismo. A 1ª fase do evento foi no começo do mês. Sociedade, poderes executivos, legislativos, judiciários e turismo, melhoria da infra-estrutura da cidade. Todos esses assuntos e a relação deles com o turismo foram discutidos pelas 61 entidades que participaram do fórum.
Entre os participantes estavam representates do setor bancário, de segurança, jurídico, área ambiental, companhias aéreas e até do setor imobiliário. Durante uma semana as entidades, dividas em grupos, discutiram planos e estratégias para o desenvolvimento do setor turístico da cidade.
No final, cada grupo de estudo apresentou propostas sobre os temas discutidos, um total de 50. O pedido do diretor-presidente da Foztur, Miguel Sória, foi para que cada grupo apresentasse o máximo possível de detalhes sobre as propostas. Pedimos especialmente dados práticos. Quanto custa o projeto? Qual a taxa de retorno, em quanto tempo?, exemplificou.
Também foi enfatizado que entre as informações levantadas deveriam estar as possíveis fontes de financiamento. Isso não quer dizer já em trazer o dinheiro, mas pelo menos se existe linhas de financiamento e quais os órgãos ou entidades do Brasil ou exterior que operam no setor indicado pelos proponentes, esclarece Sória.
Plano O trabalho realizado na primeira semana de março é a continuação da 2ª etapa do Plano Integrado de Turismo, um projeto que teve início em 94 quando foi elaborado o Plano de Desenvolvimento Integrado de Turismo de Foz do Iguaçu, uma iniciativa da Câmara de Turismo da cidade, Foztur e Sebrae-PR.
Agora nessa última fase é quando será definido o que cada entidade deverá fazer. É quando as propostas ficarão ainda mais claras e definidas.
Banco de projetos A Foztur está estudando a possibilidade de implantar um banco de projetos. Segundo o diretor-presidente da Foztur, Miguel Sória, a finalidade do banco seria funcionar como um depósito de idéias para a cidade.
Qualquer pessoa com uma boa idéia poderia colocar o plano no papel e depositar o projeto no banco. A função do banco de projetos seria atrair um investidor para que o programa fosse colocado em prática.
A idéia vale como um bem. O dono dela pode receber uma comissão ou uma porcentagem dos lucros do projeto, mas também se levariam em conta, além das taxas de retorno, as de risco.
É comum a Foztur receber projetos para a cidade. Sória cita que alguns são muito interessantes, como a idéia de transformar pelo menos parte da Avenida Brasil, a principal de Foz do Iguaçu, numa avenida 12 horas.
A proposta dos idealizadores é que o trânsito na avenida, talvez num trecho de dois ou três quarteirões apenas, seja fechado todos os dias das 18 horas às 6 horas. Esse espaço seria transformado numa grande área de lazer. As crianças poderiam brincar, andar de patins, bicicleta na rua. Os bares colocariam mesas e cadeiras nas calçadas e seriam instalados tablados para shows de músicas e teatro ao ar livre.
Nos fins de tarde, parte da principal avenida de Foz do Iguaçu, seria transformada numa grande praça de diversão.


