Entidades denunciam plano para matar sindicalistas no Pará
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quinta-feira, 20 de maio de 1999
Por Carlos Mendes, especial para a AE 
Belém, 21 (AE) - Um suposto plano para matar 18 pessoas, entre líderes sindicais, ativistas de direitos humanos e dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra ( MST), no sul do Pará, foi denunciado hoje, pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri) e o próprio MST.
A relação dos marcados para morrer, segundo nota divulgada pelas três entidades, teria sido elaborada por fazendeiros da região descontentes com a ocupação de 19 fazendas nos últimos quatro meses. Dos 18 relacionados, garantem as entidades, dois presidentes de sindicatos de trabalhadores rurais já foram assassinados nos últimos dias: Agripino José da Silva, de Brejo do Meio, e Euclides Francisco de Paulo, de Parauapebas.
Os próximos a ser mortos seriam os diretores da Fetagri no Estado, Francisco Ferreira de Carvalho e Antonio de Souza Carvalho, os sindicalistas Izalda Altino Brandão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brejo Grande do Araguaia, José Dutra da Costa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará e o diretor da mesma entidade, José Soares de Brito, além de Gladson Barbosa e Eurival Martins, diretores estaduais do MST.
"O clima de ameaças e de intimidação vem crescendo na região desde que os trabalhadores sem-terra ocuparam a fazenda Cabaceira, em Marabá", diz a nota.
Enterro - Hoje (21), em Parauapebas, foi sepultado o sindicalista Euclides de Paulo, morto a tiros por um pistoleiro numa rua da cidade.


