Curitiba - Entidades, governantes e representantes de Ministérios Públicos e Ministérios Públicos do Trabalho de todo o Brasil estão reunidos no Paraná para discutir estratégias de erradicação do trabalho infantil nos lixões. O problema, segundo o coordenador nacional das Coordenadorias de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes, procurador do Trabalho Rafael Dias Marques, ainda é generalizado, principalmente nas grandes cidades. A proposta do encontro é buscar alternativas em ações que tragam benefício para a área ambiental, desenvolvimento sustentável e geração de renda.
De acordo com Dias, o tema é prioritário porque foi considerado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como uma das piores formas de trabalho infantil. ''Ele oferece um potencial de lesão muito grave por ser desenvolvido em meio insalubre, com risco de contaminação de doenças, e exposição ao sol e chuva. E para ser erradicado não basta cercar o lixão, tem que emancipar aquela família, incentivando-a a realizar a atividade (coleta de lixo) de maneira produtiva''.
Durante o evento, a promotora de Justiça de Sergipe, Euza Maria Costa, expôs o exemplo de Aracaju que, com a criação de uma cooperativa de catadores e um projeto que levou as crianças para a escola, beneficiou mais de 300 famílias que não só trabalhavam, mas também moravam dentro do lixão da cidade.
A procuradora do Trabalho do Paraná, Margaret Matos de Carvalho explica que situação é grave no Estado, apesar de que não existirem estatísticas oficiais. Para ela, os catadores só precisam estar nos lixões quando não há uma política de separação de lixo.

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