Entidades de Londrina discutem meio ambiente
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sábado, 03 de julho de 2004
Renon Junior<br>Reportagem Local 
Ampliar o grupo para fiscalizar e conscientizar. Assim pode ser resumido o objetivo do curso de formação do Serviço Ambiental Voluntário (Salvo) de Londrina, que ontem fez a segunda de seis rodadas de palestras programadas. O projeto de capacitação de novos agentes acontece no Centro de Educação Ambiental do Parque Arthur Thomas (Zona Sul). Na palestra de ontem, os alunos debateram o tema ''Recursos hídricos e uso e ocupação do solo''.
Participam do evento 38 voluntários de diversos segmentos, como Elaine Bordin, moradora do Parque Ouro Branco (Zona Sul). Ela, que faz parte do Conselho Municipal do Meio Ambiente, diz que resolveu fazer parte do Salvo por notar a falta de consciência das pessoas. ''Carroceiros que jogam entulho de construção em fundos de vale xingam a gente quando falamos alguma coisa. Isso às vezes desanima'', lamenta.
Reciclagem Ontem tabém foi realizado o Encontro de Entidades Ambientalistas do Norte do Paraná. Quarenta e cinco organizações não-governamentais (ONGs) de Apucarana, Rolândia, Cambé e Londrina participaram dos debates sobre reciclagem de lixo. ''Precisamos organizar essas entidades enquanto órgãos ambientais'', define a coordenadora do evento, Maria Zanatta.
Ela destaca como prioridade a captação de recursos e o aperfeiçoamento em relação à política ambiental. No evento, também foi debatida a viabilidade da possível adesão das ONGs à União de Entidades Ambientais do Paraná (Uneap). ''Vamos decidir se nos juntamos ao órgão ou fundamos outro específico para o norte do Paraná'', pondera.
Segundo o coordenador do Programa de Coleta Seletiva de Londrina, José Paulo da Silva, um dos palestrantes no evento, sustenta que Londrina tem o melhor índice de reciclagem da América Latina. ''Estudos mostram que é possível reciclar até 35% do lixo bruto. Londrina já consegue reutilizar 21% do total e metade do que é reciclável'', comemora.
Pelo programa, são reciclados 42% do papel, 27% do plástico, 17% dos metais e 13% do vidro. O que é arrecadado pelo programa de coleta seletiva é distribuído a 26 centrais de triagem.


