Entidades de Londrina cobram segurança
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Representantes de 36 entidades, entre elas as polícias Militar, Civil e Federal e Ministério Público, se reuniram no início da noite de ontem no auditório do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal) para discutir a falta de segurança na cidade. Projetos como o desenvolvido na cidade de Diadema (SP) e no Jardim Tropical (Zona Norte) foram apresentados como exemplo.
''Não entendemos muito de segurança, mas queremos ouvir das autoridades o que está faltando em Londrina para diminuirmos os índices de violência'', afirmou o presidente do Ceal, Nelson Brandão, lembrando que a mobilização deverá ser constante daqui para frente.
As medidas tomadas em Diadema foram apresentadas por José Machado Botelho, do Rotary. Entre elas estão a criação de uma guarda civil municipal, que atuaria no policiamento preventivo e a adoção da Lei Seca, determinando o fechamento de bares a partir das 23 horas. As medidas fazem parte de um conjunto de 13 providências já tomadas no município paulista, e foram eleitas por um comitê executivo do Rotary e Lions como prioridade em Londrina.
O presidente do Conselho de Segurança da Região Norte, Carlos Costa, falou sobre a experiência do Projeto Alerta Cidadão, que reduziu consideravelmente os índices de violência no Jardim Tropical. ''Basicamente, a Polícia Militar foi até lá e orientou a população a fazer a sua parte, cuidando da casa do vizinho, não deixando portões e carros abertos, acionando a polícia diante de algum suspeito.''
Para Costa, existe um triângulo do crime, formado pela vontade de cometê-lo, conhecimento do manuseio de arma e oportunidade. ''Podemos evitar que o cidadão tenha vontade e a oportunidade. Quebrando estas duas pontas, não teremos a vítima'', exemplificou. Também foi apresentado o Projeto SOS Cidadão, com medidas como a unificação do número de emergência e a criação de mais um batalhão da Polícia Militar em Londrina.
Ao final da reunião, os participantes iriam redigir um documento com as principais reivindicações na área de segurança para Londrina e região, que deverá ser entregue ao governo do Estado nos próximos dias.


