Brasília, DF- A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) elegeu ''Água, fonte de vida'' como lema da Campanha da Fraternidade 2004. Em apoio à iniciativa, representantes da CNBB, do Ministério Público Federal, da Frente Parlamentar em Defesa das Águas e de outras entidades decidiram criar a Defensoria da Água.
Trata-se de um órgão colegiado de direito privado, integrado por um conselho deliberativo, um conselho consultivo, câmaras técnicas, grupos de trabalho e sucursais instaladas no território nacional.
A criação do órgão levou em conta, entre outros, a inexistência de uma Defensoria Pública, sob controle da sociedade civil, para garantir a aplicabilidade das leis, normas e resoluções voltadas para o controle da qualidade da água para consumo humano.
No documento de criação da defensoria, são apontados outros motivos: ''as diretrizes da Agenda 21, que preconizam a efetiva participação da sociedade da gestão e fiscalização do meio ambiente; a existência de passivos ambientais históricos que fortalecem o sentimento de impunidade na ocorrência de danos ambientais; a inexistência de mecanismos de controle das atividades potencialmente poluentes e provisão de recursos das empresas para a prevenção a riscos ambientais, com transparência nos dados constantes dos balanços''.
Representantes da CNBB, do Ministério Público e da Frente Parlamentar, reunidos em Brasília, criticaram também a falta de acesso público a informações ambientais das empresas poluidoras.

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