Representantes do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (Senge), do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), do Sindicato dos Maquinistas Ferroviários do Paraná e Santa Catarina (Sindimafer) e da Associação dos Engenheiros da Rede Férrea de Santa Catarina e do Paraná encaminharam ontem um ofício pedindo à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), vinculada ao governo federal, que tome providências para que a ALL respeite as normas de segurança e melhore as linhas férreas no Paraná.
De acordo com o engenheiro Paulo Sidney, diretor do Senge, desde que assumiu a concessão a ALL teria danificado totalmente 70 locomotivas e teria desaparecido com 700 dos 10 mil vagões repassados pela União. Os 1,4 mil quilômetros de linhas férreas administrados atualmente estariam com problemas estruturais. ''Os dormentes estão podres, os trilhos estão gastos, invertidos. Os vagões não são reformados. Os riscos de acidentes são cada vez maiores'', destacou Luiz Cezar Moro, gerente regional do Crea de Curitiba.
Outros 1,4 mil quilômetros de ramais teriam sido desativados com invasões, depredações e furtos de trilhos em diversos pontos. Mais de 100 estações e oficinas teriam sido fechadas e levadas a situação de depredação. ''É uma verdadeira bomba que existe na sociedade paranaense. Os maquinistas são homens-bomba prontos para entrar para a história do Brasil como suicidas iraquianos. Estamos vivendo numa situação de alto risco'', alertou o presidente do Senge, Eroni Bertoglio.(L.P.)

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