Londrina - Representantes de entidades civis organizadas ouvidos pela FOLHA elogiaram a medida do governo em criar mais de 800 vagas no sistema penitenciário de Londrina. No entanto, também cobraram melhorias nas políticas públicas do setor.
''Não dá para deixarmos de reconhecer que é uma boa notícia para a região. Agora, infelizmente, estamos correndo atrás do problema e não em como evitá-lo. O Estado precisa implementar políticas públicas sólidas, medidas preventivas e um judiciário mais eficiente. O ideal é que tivéssemos construído mais escolas que presídios'', afirmou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - subseção Londrina, Artur Piancastelli.
Posição semelhante tem a Pastoral Carcerária. ''A Pastoral vê com bons olhos a construção de um novo presídio para Londrina, mas precisamos garantir a qualidade do tratamento penal para que de fato ressocialize o interno com dignidade'', enfatizou o assessor da Pastoral, padre Edivan Pedro dos Santos.
Ele ressaltou que hoje menos da metade dos detentos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) II estão inscritos em cursos regulares de ensino. ''É necessário pensar em um política pública de prevenção, impedir que o cidadão chegue a esse caminho. A melhor forma é investir em educação, geração de emprego e renda, serviços sociais.''

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