Curitiba- O presidente da subseção de Londrina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), José Carlos da Rocha, e Claudemir Molina, presidente local do PSDB e integrante da organização não-governamental Pés Vermelhos, Mãos Limpas, se reuniram ontem à tarde com o presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, Tadeu Loyola Costa, para requisitar informações sobre a instalação de novas varas criminais e cíveis e sobre a construção de um anexo no Fórum do município.
Os deputados estaduais André Vargas (PT), Barbosa Neto (PDT) e Elza Correia (PMDB), que têm base eleitoral em Londrina, participaram da reunião. ''É necessário melhorar as condições do Fórum. Nas varas cíveis de Londrina há uma média por vara de 7,2 mil processos em aberto. Nas varas criminais, esta média fica entre 5 mil e 6 mil processos por vara'', argumentou Rocha.
No final do ano passado, foram criadas duas novas varas cíveis e duas novas varas criminais no Fórum de Londrina. A instalação delas, entretanto, depende de recursos estruturais, materiais e humanos. ''O projeto do anexo do Fórum já foi aprovado, mas as obras ainda não começaram. Queremos empenho da presidência do TJ para que seja resolvida esta questão'', afirmou Rocha.
Molina disse que outra reivindicação é que todas as varas do Fórum de Londrina tenham dois juízes, o que já ocorre em Curitiba. ''Reconhecemos que a situação é difícil, pois faltam juízes em todo o Estado. Mas a nomeação de juízes auxiliares é uma necessidade e ajudaria a desafogar o acúmulo de processos'', comentou ele.
A assessoria de imprensa do TJ informou que seria necessário nomear 81 juízes para atenuar a demanda em todo o Paraná e que a presidência do tribunal está procurando agilizar concursos e nomeações. Um processo seletivo está em andamento, mas, de acordo com a assessoria, a quantia de nomeações dependerá do desempenho dos candidatos na avaliação, considerada rigorosa.
A respeito da construção do anexo do Fórum de Londrina, a assessoria relatou que setores do TJ estão reavaliando o projeto, que seria ''antigo'', e reestudando o processo de licitação. Já a destinação de recursos para as varas criadas no final do ano passado depende de análises orçamentárias.

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